6 filmes que todo líder tech deveria assistir

6 filmes que todo líder tech deveria assistir

Com ficções e documentários, lista cinematográfica elaborada por lideranças da Alura Para Empresas e FIAP traz insights valiosos para o mercado de tecnologia

Em um cenário competitivo e dinâmico como o que vivemos, os líderes da área de tecnologia precisam se atualizar constantemente sobre as novidades ligadas à inovação. Para isso, muitos recorrem a cursos, pós-graduações e MBAs, mas também há uma forma simples de assimilar informações valiosas: o cinema.

O formato traz uma lógica de educação descontraída, abordando uma enorme variedade de temas que podem trazer ensinamentos relevantes. Por essa razão, a Alura Para Empresas, solução de desenvolvimento de pessoas em tecnologia da Alura, junto da FIAP, preparou uma seleção de 6 filmes com insights aplicáveis tanto à vida profissional quanto à pessoal dos líderes do setor. Confira:

  • Ela (Her)

Filme de 2014, a trama explora a relação entre Theodore (Joaquin Phoenix) e um OS (sistema operacional que traz a voz da atriz Scarlett Johansson). O protagonista é um escritor talentoso, que passa a incorporar o uso dessa Inteligência Artificial (IA) na revisão dos seus textos justamente pela capacidade da ferramenta de propor soluções de melhorias para as suas obras, inclusive lidando com emoções humanas. 

Segundo Rita Ruas, gerente comercial da Alura Para Empresas, o longa-metragem debate um tripé fundamental para as lideranças: comunicação e compreensão empática das necessidades de outras pessoas; incorporação de tecnologias e desenvolvimento de habilidades; e a ética na aplicação de novos recursos tecnológicos.

“Liderar vai muito além de estratégia e processos. É preciso impulsionar negócios por meio da mobilização de talentos, o que é potencializado ao máximo quando os times unem as suas competências humanas a ferramentas inovadoras. Além disso, ‘Ela’ mostra que o ambiente digital em que vivemos promove um impacto direto na nossa psique, portanto um líder só consegue cumprir esse objetivo incentivando um diálogo aberto e construtivo entre criadores, usuários e sociedade”, explica.

  • A Rede Social (The Social Network)

O filme narra a história do surgimento do Facebook, oferecendo insights sobre empreendedorismo, estratégia de negócios e relacionamentos interpessoais. “Mark Zuckerberg [o criador da rede social] é um exemplo de nerd que virou líder. Mesmo com todo foco e determinação para construir a plataforma, a necessidade de isolamento e a dificuldade nas relações é demonstrada em diversas trocas. E, sem outros pontos de vista, um líder normalmente toma decisões equivocadas”, reflete Priscilla Lacava, consultora de educação corporativa da Alura Para Empresas.

Guilherme Pereira, diretor acadêmico dos MBAs da Fiap, complementa o raciocínio ao explicar como a trama ressalta a causa principal dos fracassos de algumas startups. “Ter um acordo claro entre seus pares – ou sócios – e manter uma comunicação aberta e franca, além de estabelecer responsabilidades e expectativas, são características essenciais para a gestão das maiores empresas do mundo, ou daquelas que querem se tornar uma das maiores”, completa.

  • Piratas da Informática (Pirates of Silicion Valley)

Outro longa-metragem que retrata dois dos maiores nomes da tecnologia: Steve Jobs (Noah Wyle) e Bill Gates (Anthony Michael Hall). A história mostra um pouco da rivalidade entre eles, destacando como a visão, determinação e inovação dessas mentes moldaram a indústria.

De acordo com Pereira, essas duas figuras exemplificam o resultado de conseguir engajar pessoas e focar energias para a executar uma ideia. “Uma das formas de comunicar uma estratégia de negócios é a chamada ‘Case for Change’, que consiste em criar uma narrativa que demonstra com clareza as razões de uma mudança e os riscos de não mudar para o grupo de colaboradores. É uma habilidade vista tanto em Jobs (Apple) quanto em Gates (Microsoft)”, pontua.

  • Um Senhor Estagiário (The Intern)

O enredo é focado em Ben (Robert De Niro), que retorna para o mercado de trabalho aos 70 anos de idade como estagiário, em um site de moda criado por Jules (Anne Hathaway). Embora não seja estritamente sobre tecnologia, a trama enfatiza a importância da diversidade geracional e da empatia no ambiente corporativo.

“É um filme que debate a relação entre líder e liderado e como essa interação se aplica nas demandas de cada um. O protagonista, por exemplo, carrega uma forte bagagem em gestão e em experiência de vida. Por outro lado, Jules demonstra a paixão e o foco de quem está gerindo um projeto à frente do seu tempo. Ou seja, é uma narrativa repleta de discussões essenciais para o mercado, que vão do etarismo ao aumento da presença feminina em cargos de chefia”, afirma Lacava.

  • O Jogo da Imitação (The Imitation Game)

Um retrato da vida do matemático Alan Turing (Benedict Cumberbatch) e sua equipe durante a Segunda Guerra Mundial, que trabalharam para decifrar o código alemão Enigma. O filme destaca a relevância da criatividade, resolução de problemas e liderança na inovação tecnológica. 

Para Pereira, a mensagem principal do enredo está relacionada à conexão entre a diversidade de pensamentos e a inovação. “Saber lidar com formas de raciocinar que quebram nossos padrões é a chave para quem quer questionar o status quo e criar algo disruptivo. Neste caso, vemos como a inclusão de pessoas com maneiras diversas de encarar o mundo é um desafio, mas também traz uma possibilidade da obtenção de grandes resultados”, diz.

Lacava complementa que Turing conseguiu conquistar o time pelo propósito do projeto e, no final, houve uma aceitação dos dois lados (construção de equipe). “Há uma dupla admiração: dos colaboradores pela capacidade técnica do líder, e do líder pelo valor na entrega em conjunto. Isso gera confiança, aspecto indispensável para qualquer liderança”, destaca.

  • TypeScript Origins: The Documentary

Este documentário conta as origens do TypeScript na perspectiva de seus criadores. É possível ver os bastidores da concepção da linguagem de alto nível desenvolvida pela Microsoft e do VS Code, que trouxeram um salto gigantesco de produtividade e capacidade de criação de aplicações. 

Como Pereira caracteriza, a ideia da ferramenta “se chocava frontalmente com o core business da empresa – a venda de licenças de uso de softwares proprietários”. “Os impactos na filosofia de negócio foram drásticos e a mudança no modo de pensar dos líderes foi essencial para o sucesso da big tech. Aqui fica visível o DNA histórico que dá a base para a atual revolução de GenAI, inclusive ao CoPilot”, conclui.