01/10/2022

Ciência

Pode a ciência prever o fim do mundo?

pode a ciencia prever o fim do mundo

Pode a ciência prever o fim do mundo?

Quem nunca esperou o fim do mundo ?
De tempos em tempos, tantos os místicos quanto os filmes de ficção científica abordam este tema.
O fato é que na vida tudo parece ter um início e um fim.
E porque com o mundo seria diferente?
E como a ciência lida com esta teoria do fim do mundo?
Seria um evento provocado pelo Homem ou uma catástrofe natural de grandes proporções?
Listamos alguns grandes eventos que segundo a ciência teriam poder para destruir o mundo (ou pelo menos a civilização moderna).

Guerra Nuclear

Passados mais de 70 anos do uso de arma atômica contra uma população (em Hiroshima, em 1945), com o triste saldo de milhares de mortos, ainda assim a humanidade parece não ter aprendido a lição.
O poderia atômico de alguns países aumentou muito, não só em número de bombas como o seu poder de destruição. Se antes era uma disputa restrita a Estados Unidos (5.500 ogivas) e Russia (6.000 ogivas), outros países vieram se juntar a este grupo, como Coreia do Norte, China, Índia, França, Reino Unido, Israel, que possuem armamentos nucleares em menor escala.
Como o poderia das armas atômicas aumentou muito, em caso de guerra nuclear, com somente algumas bombas atômicas e a radiação que se espalharia, seria suficiente para dizimar a vida no planeta.

Queda de um astro de grandes proporções

Segundo estudos, a cada 500 mil anos, a Terra é atingida por o impacto de um astro de mais de 1 km.
Um impacto de um objeto com cerca de 10 km, provocaria tal ordem de poeira e gases, que seria suficiente para provocar o bloqueio da luz solar por longo tempo, provocando a queda brusca das temperaturas, o que faria que se extinguisse grande parte da vida do planeta.

Erupções vulcânicas catastróficas

Grandes erupções vulcânicas produziram grande quantidade de nuvens de poeira e gases, o que levou a extinguir a maior parte da vida terrestre e marinha, há cerca de 250 milhões de anos atrás.
Existem grandes vulções (supervulcões) que hoje continuam em atividade no mundo, casos de Yellowstone, nos Estados Unidos, Toba, na Indonésia, Campos Flegreus, na Itália, Caldeira Aira, no Japão.
Em caso de colapso destes supervulcões, o lançamento de grande quantidade de cinzas na atmosfera, mudaria o clima no planeta durante muitos anos, produzindo uma nova “era do gelo”, com a queda abrupta da temperatura para dezenas de graus negativos, a maior parte da vida no planeta seria extinta.

Pandemia agressiva e incontrolável

Uma das pandemias de maior mortalidade, a peste negra matou mais de 50 milhões de pessoas (um terço da população da Europa), entre 1347 a 1353.
A gripe espanhola, entre 1918 e 1920, infectou mais de 500 milhões de pessoas e matou aproximadamente 50 milhões de pessoas.
A partir de 2020, a humanidade foi pega de surprêsa e enfrentou as consequências de uma nova pandemia, que além de contaminar mais de 500 milhões de pessoas, causou mais de 6 milhões de mortes no mundo, e levou muitos países a adotarem medidas de restrições, como confinamentos e uso de máscaras, o que causou um grande colapso econômico em muitos países.
Existem muitos virus que acabam por sofrer mutações e infectar o ser humano com grande agressividade. Ou mesmo reinfecções por doenças que pareciam extintas, como recentemente tem ocorrido com a varíola.
O fato é que a humanidade não está livre de sofrer com novas pandemias no futuro, muitas das quais podem não ter cura, e que podem ter impacto social e econômico devastador.

Cataclisma Ambiental

Com a tão divulgada mudança climática e aquecimento ambiental, as temperatura tem subido, principalmente as dos oceanos, o que acaba por influenciar o clima do planeta como um todo.
O fato é secas e inundações estremas, furacões, terremotos, vulcanismos, subida dos níveis dos oceanos tem se verificado por todo o planeta.
Um dos vilões deste fenômeno é o efeito estufa, que é o lançamento de grande quantidade de gás carbônico para a atmosfera, proveniente da poluição.
O derretimento das geleiras nos dois pólos do planeta é um alerta, de que este fenômeno pode ter chegado a um ponto irreversível.
As mudanças climáticas contribuem para aumentar o fenômeno de migração, visto que certas áreas do planeta se tornam inabitáveis.
Outro ponto a destacar é impacto na produção de alimentos, que ocorre por todo o mundo, que pode tornar difícil a sobrevivência futura da humanidade.

Apagão tecnológico

Mas pode-se prever a queda global da internet?
A dependência tecnológica é extensa, é dificil imaginar o mundo sem tecnologia.
Hoje com a profunda informatização do mundo, qualquer evento de queda de Internet em larga escala tem poder de provocar um apagão generalizado e levar o caos a um grande número de pessoas.
As pessoas podem ser impedidas de retirar dinheiro de banco, comprar alimentos, problemas no funcionamento de veículos, hospitais.
Isso de certa forma seria uma espécie de apocalipse tecnológico, pois geraria pânico e caos em toda a parte.
Bastava para tanto uma grande tempestade solar magnética, como a ocorrida em 1859, quando uma grande quantidade de massa coronal vinda do Sol atingiu a Terra, com seu magnetismo provocando panes em todo o sistema telegráfico da Europa e da América do Norte.
Se tal evento tivesse acontecido nos dias atuais, provavelmente provocaria uma pane geral na Internet e outros meios de comunicação, com a provavel avaria de satélites, problemas de funcionamento na rede elétrica, que afetaria o funcionamento de todo o tipo de aparelho eletrônico.
Provavelmente o mundo ficaria sem internet, televisão, rádio.
Outra fonte de preocupação são os ataques hackers, que a cada dia estão se tornando mais comuns e devastadores.
Tanto podem derrubar a internet de uma região, quanto a rede elétrica de um país inteiro.
Recentemente, hackers conseguiram isolar um gasoduto nos Estados Unidos.
Paralizar uma central nuclear também é um ataque possível através de ataque cibernético.
Isso tudo quando as fronteiras do virtual chegam ao mundo físico, provocando vultosos prejuízos.
Países que se destacam neste campo, além da Coreia do Norte, a Rússia, a China, os Estados Unidos e o Irã.
Há de se investir em defesa cibernética para mitigar os impactos.

Estudo afirma que cães são capazes de diferenciar idiomas estrangeiros

cães conseguem diferenciar idiomas estrangeiros

Acredita que cães são capazes de diferenciar idiomas estrangeiros?

Você tem costume de falar com seu cachorro? Ele parece que entende o que você fala?
Pode ser verdade.
Um experimento com 18 cães, realizado através do Laboratório de Neuroetologia da Comunicação, ligado à Universidade Eötvös Loránd, em Budapeste, e publicado na revista NeuroImage, chegou a conclusão que estes animais conseguem distinguir quando alguém está falando na sua “língua oficial” (do seu dono) em relação a quando alguém está falando em uma “língua estrangeira” (diferente de seus donos humanos).
O experimento monitorou as atividades cerebrais dos 18 cães, através de palavras diferentes nas mais diversas línguas, sem utilizar termos que sejam familiares aos cães, para assim “isolar” efetivamente os idiomas.
Foi utilizado no estudo a história clássica “O Pequeno Príncipe”, com este grupo de 18 cães. Os animais ouviram primeiramente a história em húngaro, depois em Espanhol.
Primeiramente os cães ouviam uma voz feminina falando no idioma espanhol um trecho do livro O Pequeno Príncipe, depois o mesmo trecho foi falado no idioma húngaro.
Na sequência, a mesma voz falou uma série de palavras desconexas.
Dos 18 animais que participavam da experiência, 2 eram familiarizados com o idioma espanhol, mas não conheciam o idioma húngaro. Os 16 outros animais estavam acostumados com o idioma húngaro, mas nunca tiveram contato com o idioma espanhol.
Já as palavras desconexas eram desconhecidas para todos os animais que participaram do experimento.
Os cães ficaram deitados usando fones de ouvido enquanto uma máquina de ressonância magnética examinava seus cérebros.
A proposta era ver quais partes do cérebro dos animais ficariam ligadas quando estes fossem expostos a línguas conhecidas e desconhecidas ou a discursos naturais e aleatórios.
As imagens mostraram que áreas distintas do cérebro dos cães eram ativadas, dependendo da língua que estava sendo ouvida, se era na “língua oficial” ou na “língua estrangeira”.
A ideia da experiência surgiu após a neuroetologista Laura Cuya ter se mudado do México para a Hungria, juntamente com seu cão chamado Kun-kun.
Laura, que é pós-doutoranda em estudos animais na Universidade Eötvös Loránd declarou que “Eu só havia falado com Kun-kun no idioma espanhol”.
A neuroetologista se perguntou como seu cão da raça border collie iria regir à mudança: “Eu me perguntei se ele poderia detetar um idioma diferente”.
Então Laura e seus colaboradores desenvolveram um estudo para descobrir se os animais perceberiam a diferença.
“Descobrimos que o cérebro dos cachorros consegue detetar a fala e diferenciar idiomas sem qualquer treinamento explícito. Acho que isso reflete o quanto os cães estão conectados aos humanos”, afirmou a cientista Laura Cuaya, pesquisadora da universidade e criadora do estudo.

5 incríveis robôs e suas impressionantes habilidades

cinco incriveis robos e suas impressionantes habilidades

5 incríveis robôs e suas impressionantes habilidades

Conforme se desenvolvem áreas como a robótica e a inteligência artificial, mais aumenta a preocupação com relação a presença de robõs na vida humana.

Muito por conta do cinema, que veiculou diversos filmes em várias épocas, semeando que a revolta das máquinas contra a humanidade acabaria por tornar os humanos escravos dos robôs ou mesmo a extinção da vida na Terra numa guerra iniciada por estes seres cibernéticos.

O que ninguém pode negar é que com o tempo, os robôs acabarão por substituir os humanos em muitas profissões.

Veja a seguir cinco robôs que possuem diferentes e impressionantes habilidades.

Robô Ameca
Motobot Yamaha
Robôs dançarinos da Boston Dynamics
Aibo Cão Robô
Robô Sophia

Viagens à Lua deixaram na sua superfície 180 toneladas de entulho

Homem na Lua - Missão Apolo XI

Viagens à Lua ocasionaram depósito de detritos no satélite. NASA nega ser lixo.

O progresso tecnológico aumentou a cada ano desde que os EUA e a União Soviética começaram a corrida espacial final no final de 1957, mas, infelizmente, criou um problema para a Terra: lixo espacial.

Segundo a NASA, estima-se que mais de 27.000 pedaços de detritos orbitam a Terra, capturados pelos sensores globais da Rede de Vigilância Espacial (SSN) do Departamento de Defesa.

No entanto, existem outros pedaços de detritos que podem ser pequenos demais para rastrear e representam um grande perigo para as naves espaciais que viajam em alta velocidade.

Existem cerca de 2.000 satélites ativos atualmente em órbita da Terra e outros 3.000 mortos no espaço, que, juntamente com outros satélites, podem orbitar a Terra por centenas ou milhares de anos.

Por um lado, os detritos espaciais não representam um risco significativo para os veículos de exploração, embora exista a possibilidade.

Mas, por outro lado, outros satélites em órbita são mais perigosos e precisam passar pelo “enxame de cadáveres” sem serem atingidos, danificados ou destruídos.

Todo esse lixo orbitando a Terra é apenas um reflexo de um problema que começou no século passado, quando expedições à Lua começaram a deixar para trás grandes quantidades de detritos lunares – raramente falados, mas precisavam ser trazidos à superfície, debate.

Mais de 180 toneladas de lixo sujam o solo do grande satélite natural da Terra, incluindo toneladas de equipamentos robóticos de exploração lunar, bolas de golfe, kits de coleta de urina, orbitadores lunares e cinco rangers lunares.

Grande parte dos escombros é herdada do programa Apollo, que ocorreu entre 1969 e 1972; outra parte vem de missões não tripuladas de agências de exploração espacial na Rússia, Japão, Europa e muito mais.

Enquanto isso, a NASA não considera o que ficou para trás como lixo.

Cientistas da agência acreditam que os detritos podem ser objeto de um estudo de como seus materiais resistem à radiação e ao vácuo do espaço ao longo dos anos.

Por exemplo, os refletores de alcance a laser deixados pela tripulação da Apollo 11 permitiram que pesquisadores na Terra medissem a distância entre o planeta e a lua e descobrissem a que distância o satélite estava da Terra – a uma velocidade de 30,8 cm/ano.

Além disso, o lixo pode servir como um “achado arqueológico” quando os possíveis turistas lunares pousam em satélites e encontram locais antigos pelos quais as expedições americanas passaram e deixaram vestígios.

Nasa afirma confirma existência de pelo menos 5.000 exoplanetas

exoplaneta

A descoberta de planetas localizados fora do nosso sistema solar, também conhecidos como exoplanetas, ajuda a estudar possíveis sinais de vida no universo. Na terça-feira (22), a NASA atingiu um grande marco, superando os mais de 5.000 exoplanetas descobertos pelo telescópio da Agência Espacial Norte-Americana.
Segundo a NASA, a jornada de 30 anos ampliou o conhecimento do universo, antes limitado aos planetas do sistema solar. O contador de planetas passou a marca, e o último lote de 65 exoplanetas foi adicionado ao Arquivo de Exoplanetas da NASA.
O arquivo documenta descobertas de exoplanetas que aparecem em artigos científicos revisados ​​por pares que foram confirmados usando vários métodos de detecção ou técnicas analíticas.
Segundo a NASA, os mais de 5.000 planetas descobertos até agora incluem pequenos mundos rochosos como a Terra, gigantes gasosos muitas vezes maiores que Júpiter e os chamados “Júpiteres quentes” orbitando suas estrelas em uma proximidade extremamente próxima.
Também na lista de descobertas estão “super-Terras”, mundos rochosos que podem ser maiores que o nosso, e “mini-Netunos”, versões menores do Netuno do nosso sistema. As descobertas também incluem planetas que orbitam duas estrelas ao mesmo tempo, bem como planetas que orbitam os restos colapsados ​​de estrelas mortas.
A pesquisadora Jessie Christiansen, líder de ciência arquivística e cientista do Exoplanet Science Institute da NASA em Caltech em Pasadena, disse que o marco vai além das estatísticas numéricas. “Cada um deles é um mundo novo, um planeta totalmente novo. Estou animado por todos porque não sabemos nada sobre eles”, disse Jesse em comunicado.
Estipula-se que nossa galáxia contenha centenas de bilhões de exoplanetas. Em 1992, esses descobrimentos ganharam força com novos mundos extranhos em órbita de uma estrela mais estranha ainda.
Segundo a NASA, este tipo de estrela de nêutrons é conhecida como pulsar, um objeto estelar morto que gira velozmente e exibe pulsos de milissegundos de radiação incandescente.
Pequenas mudanças medidas no tempo dos pulsos permitem que os cientistas saibam de planetas que estão na órbita de estrelas.
Segundo Alexander Walshzan, principal autor do artigo, “encontrar três planetas apenas ao entorno da estrela giratória abriu as comportas essencialmente”, ele que descobriu os primeiros planetas realmente fora do nosso sistema solar há cerca de 30 anos. “Se você consegue descobrir planetas ao redor de estrelas de nêutrons, esses planetas estão podem estar de alguma forma em todos os lugares”. “O processo de produção na Terra tem que ser muito forte.”
À medida que a tecnologia espacial avança, os especialistas estimam que estamos enfrentando uma nova era de descobertas, além de apenas identificar novos exoplanetas.
O Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), lançado em 2018, continua a descobrir novos exoplanetas.
Em breve, no entanto, os telescópios de próxima geração e seus instrumentos altamente sensíveis, começando com o recém-lançado Telescópio Espacial James Webb, capturarão a luz das atmosferas dos exoplanetas e lerão o gás presente para identificar potencialmente sinais de condições habitáveis.
O Telescópio Espacial Romano Nancy Grace, com lançamento previsto para 2027, usará uma variedade de métodos para descobrir novos exoplanetas, de acordo com a NASA. A missão Ariel da Agência Espacial Europeia (ESA), com lançamento previsto para 2029, observará atmosferas de exoplanetas.
Com alguma tecnologia da NASA chamada Case, espera-se que a missão se concentre em nuvens de exoplanetas e neblina.
“Parece-me que inevitavelmente encontraremos algum tipo de vida em algum lugar – talvez algum tipo de vida primitiva”, disse Walshzan. Para ele, a estreita conexão entre a química da vida na Terra e aquela encontrada em todo o universo, bem como a detecção de moléculas orgânicas difundidas, sugere que a detecção da própria vida é apenas uma questão de tempo.

Em 2014, Terra foi atingida por meteoro interestelar

asteroide meteoro planeta terra

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou a queda na Terra de um meteoro interestelar em 2014.

Este fato confirma a descoberta de Abraham Loeb e Amir Siraj, astrônomos da Universidade de Harvard de que um objeto vindo de fora do sistema solar atingiu a Terra em 2014.

Ao calcular a velocidade e trajetória do objeto, eles acreditavam que o meteoro tinha origem interestelar.

Os astrônomos publicaram um artigo em 2019 defendendo sua ideia, mas na época ela não foi reconhecida pela comunidade científica.

A investigação começou logo após a descoberta de Oumuamua, um meteoro que também se originou fora do nosso sistema solar.

Nesse sentido, os cientistas procuram outros meteoros que possam vir de fora da nossa órbita.

Esta confirmação permite, assim, uma possível recolha dos fragmentos do meteoro que caiu no Oceano Pacífico.

De acordo com o jornal The Independent, Oumuamua não é o primeiro e não será o último meteoro a atingir a Terra.

Amazônia está a perder a sua capacidade de recuperação da destruição por conta do desmatamento

A investigação por satélite descobre que algo irreversível pode estar a aproximar-se. O desmatamento da Amazônia está alcançando um ponto sem volta.

A floresta amazônica está a perder a sua capacidade de recuperar-se do desmatamento, e partes dela estão a aproximar-se de “um ponto catastrófico”, avisa um cientista líder após um novo estudo que utiliza vinte anos de dados de satélite.

A investigação concluiu que em 75% da maior floresta tropical do mundo, a sua resistência a eventos prejudiciais, tais como incêndios ou secas, vem diminuindo consideravelmente desde o início dos anos 2000.

Estudos da Universidade Técnica de Munique, do Instituto Potsdam e da Universidade de Exeter, utilizaram informações de satélites para acompanhar as mudanças ao longo de 25 anos, a fim de examinar como a vegetação da Amazônia tinha dado resposta as mudanças das condições meteorológicas.

Qualquer mutação da Amazônia para uma savana mais quente e seca geraria grandes consequências para o clima global devido ao sumiço de árvores armazenadoras de carbono e ao gradual aumento dos incêndios. As secas provavelmente seriam ainda mais severas e frequentes em todo o restante da América do Sul.

“É preocupante pensar onde estamos obtendo provas para confirmar que estamos a caminhar para a potencial destruição deste ecossistema”, disse Tim Lenton, diretor do Instituto de Sistemas Globais da Universidade de Exeter e perito global em pontos de mudanças climáticas.

Um ponto sem volta é definido como a fase em que os ciclos de causa e efeito, se tornam tão fortes que começam a propagar-se independentemente da causa inicial, desencadeando o sistema a atualizar o estado. Isto é com frequência irreversível.

Na Amazônia, o ciclo é formado pelo abate de árvores, que diminui os níveis de umidade na floresta tropical e, por sua vez, gera perda adicional de árvores devido à falta de chuva para as sustentar.

Este loop é então aumentado pelo aquecimento das temperaturas e por um clima mais seco em toda a região. O ponto sem volta ocorre quando o ecossistema da floresta tropical já não consegue se regenerar, caindo irreversivelmente em vez disso numa savana seca.

“Subtrai uma ou várias árvores e depois ocasiona uma mudança que subtrai de novo o mesmo número de árvores, e de novo, e não se pode paralisá-la”, disse Lenton.

O estudo é o mais novo entre vários avisos científicos de que partes enormes da Amazônia podem em breve experienciar uma catástrofe generalizada. Alguns técnicos preveem que o ponto sem volta está a 10 a 20 anos de de ser alcançado, com base nas taxas atuais de aquecimento global de desmatamento. As temperaturas já aumentaram pelo menos 1,1° C desde a era pré-industrial.

“Sou um cientista grandemente preocupado com os riscos de vários pontos sem volta climática”, disse Lenton. “Este é quase emocionalmente relativo para mim porque não se trata apenas de uma parte fundamental do sistema climático e de um estoque maciço de carbono”. Este é uma parte incrível de biodiversidade e é também o lar de algumas tribos de índios muito especiais”.

Os investigadores disseram que a resistência da Amazónia tinha particularmente diminuído durante duas secas, entre 2005 e 2010. A precipitação média na Amazônia não tinha sido alterada grandemente recentemente, apesar das alterações climáticas, disseram, mas as estações secas tinham aumentado e as secas tinham-se tornado maiores.

A resistência está diminuir mais rapidamente em parcelas da Amazônia mais próximas da atividade humana, com base no estudo encontrado. “Isto convence através de provas que apoiam os esforços para inverter o desmatamento e a destruição”, disse Lenton.

NASA escolhe SpaceX, Blue Origin e Dynetics para levar humanos à Lua

viagem espacial lua

A NASA escolheu SpaceX, Blue Origin e Dynetics para projectar e construir três sistemas de aterragem lunares que podem levar os humanos à superfície da Lua. As três empresas irão trabalhar nos seus projectos durante o próximo ano e, eventualmente, a NASA irá seleccionar um aterrador para levar a primeira mulher e o próximo homem para a superfície lunar.

Estes aterradores são uma parte crítica do programa Artemis da NASA, a iniciativa da agência de enviar humanos de volta à Lua até 2024. No ano passado, o Vice Presidente Mike Pence desafiou a NASA a acelerar os seus planos de regresso à Lua, e a NASA tem trabalhado arduamente para que isso aconteça. Durante a última década, a NASA tem vindo a desenvolver um gigantesco foguetão no espaço profundo, conhecido como o Sistema de Lançamento Espacial, e uma cápsula da tripulação chamada Orion para levar as pessoas para o espaço profundo. A maior peça que faltava da equação era um módulo de aterragem para levar os humanos até à Lua.

Agora, a NASA adjudicou contratos de aterrissagem lunar a três concorrentes. Os contratos têm um valor combinado de 967 milhões de dólares – embora as empresas ponham alguns dos seus próprios fundos para o desenvolvimento – e duram 10 meses à medida que as empresas aperfeiçoam os seus projectos. Em Fevereiro próximo, a NASA decidirá quais as empresas que realizarão missões de demonstração e, eventualmente, enviarão os seus landers para o espaço. A NASA também irá então adquirir os foguetes necessários para levar os aterradores até à Lua.

OS CONTRATOS TÊM UM VALOR COMBINADO DE 967 MILHÕES DE DÓLARES
As três concepções dos três landers são todas distintas. O lander da Blue Origin é o Veículo Lander Integrado (ILV), que se baseia no lander Blue Moon que a empresa revelou pela primeira vez no ano passado. No entanto, o lander da Blue Origin será efectivamente construído por uma equipa de empresas que inclui a Lockheed Martin, Northrop Grumman e Draper. As quatro empresas fornecerão hardware para o sistema de aterragem e o veículo será capaz de ser lançado no novo foguete Vulcan da United Launch Alliance, que está actualmente em desenvolvimento.

A Dynetics, uma empresa sediada em Huntsville, Alabama, tem um design chamado Dynetics Human Landing System, que planeia fazer com vários parceiros comerciais. Parecendo um pouco um coelho, o design do lander exige duas grandes matrizes solares que se estendem para cima, juntamente com uma cabine de tripulação muito baixa, tornando fácil para os astronautas descerem facilmente à superfície. O módulo de aterragem Dynetics também foi concebido para ser lançado no futuro foguetão Vulcan da ULA.

Entretanto, a SpaceX lançou a sua nave espacial de nova geração, que a empresa tem vindo a desenvolver em Boca Chica, Texas, nos últimos anos. A nave foi concebida para aterrar noutros mundos, como a Lua e Marte, utilizando os seus principais motores para se rebaixar até uma superfície dura. Para descer à superfície da Lua, um elevador baixaria os astronautas a partir do topo da nave espacial aterrada, de acordo com uma rendição do veículo.

A Boeing, uma empresa de longa data contratada pela NASA que está a desenvolver o Sistema de Lançamento Espacial para a NASA, esteve particularmente ausente das selecções de aterragem. A Boeing debateu-se recentemente com o desenvolvimento da sua nave espacial, o que poderá ter contribuído para a decisão da NASA. O Sistema de Lançamento Espacial, ou SLS, está muitos anos atrasado em relação ao calendário previsto e tem sofrido de numerosos excessos de custos. Entretanto, uma cápsula da tripulação que a Boeing está a desenvolver para a NASA, denominada CST-100 Starliner, sofreu múltiplas falhas de software durante a sua primeira missão de demonstração no espaço, impedindo o veículo de atracar com a Estação Espacial Internacional, como era suposto acontecer.

NOMEADAMENTE AUSENTE DAS SELECÇÕES DE ATERRAGEM FOI A BOEING
A adjudicação destes contratos significa que a NASA está a afinar os seus planos para a Artemis. O plano original envolvia o envio de seres humanos para uma nova estação espacial que a NASA pretende construir na órbita da Lua chamada Gateway. O Gateway serviria como um posto de treino, onde os astronautas poderiam viver e fazer investigação durante curtos períodos de tempo. Os astronautas poderiam então embarcar em aterrissagens atracadas no Gateway e descer até à superfície lunar. O Gateway há muito que tem sido tocado como uma forma de criar uma presença sustentável em torno da Lua, tornando a missão Artemis diferente do programa Apollo dos anos 60 e 70, que consistia em viagens rápidas para a Lua e de regresso.

Com estes prémios, a NASA está a contornar o Gateway, pelo menos para a aterragem inicial na superfície da Lua, prevista para 2024. “Quero enfatizar para todos ao telefone a importância do Gateway para a arquitectura sustentável e para uma série de outras razões”, disse Jim Bridenstine, administrador da NASA, durante uma conferência de imprensa. “É também importante notar que temos – a prioridade é chegar à Lua até 2024″. E acreditamos que chegar à Lua até 2024 não requer a Porta de Entrada”.

Entretanto, a NASA continua a contar com o SLS e a Orion para levar as pessoas até à Lua, onde elas irão, concebivelmente, atracar com o sistema de aterragem finalista. O SLS ainda tem de voar, com o seu lançamento de estreia previsto actualmente para 2021. A pandemia também fez com que a NASA suspendesse a produção e o desenvolvimento do SLS e Orion, o que poderia levar a mais atrasos. O tempo está definitivamente a esgotar-se para cumprir o prazo de 2024, e agora, a corrida está a decorrer para ver se alguma destas empresas consegue ter um módulo de aterragem funcional pronto em menos de quatro anos.

Implante Cerebral Avançado permite ao homem paralisado mover-se novamente

homem implante cerebro

Um implante cerebral (chip de computador) no seu cérebro está até a deixá-lo voltar a tocar “Guitar Hero”.

Um implante de vanguarda permitiu a um homem sentir e mover novamente a mão após uma lesão da medula espinal o ter deixado parcialmente paralisado, relatos Wired.

De acordo com um comunicado de imprensa, é a primeira vez que tanto a função motora como o sentido do tacto são restaurados utilizando uma interface cérebro-computador (BCI), tal como descrito num artigo publicado na revista Cell.

Depois de cortar a medula espinal há uma década, Ian Burkhart teve um BCI desenvolvido por investigadores da Battelle, uma empresa privada sem fins lucrativos especializada em tecnologia médica, implantado no seu cérebro em 2014.

A lesão desligou completamente os sinais eléctricos que iam do cérebro do Burkhart para as mãos, através da medula espinal. Mas os investigadores pensaram que poderiam saltar a medula espinal para ligar o córtex motor primário do Burkhart às suas mãos através de um relé.

Uma porta na parte de trás do seu crânio envia sinais para um computador. Um software especial descodifica os sinais e divide-os entre os sinais correspondentes ao movimento e ao toque, respectivamente. Ambos os sinais são então enviados para uma manga de eléctrodos à volta do antebraço do Burkhart.

Mas fazer sentido a estes sinais é extremamente difícil.

“Estamos a separar pensamentos que estão a ocorrer quase simultaneamente e que estão relacionados com movimentos e toques sub-perceptuais, o que é um grande desafio”, disse o investigador principal da Battelle Patrick Ganzer à Wired.

A equipa viu alguns sucessos iniciais em relação ao movimento – o objectivo inicial do BCI – permitindo ao Burkhart carregar em botões ao longo do pescoço de um controlador “Guitar Hero”.

Mas voltar a tocar na sua mão foi uma tarefa muito mais assustadora. Usando um simples dispositivo vibratório ou “sistema táctil wearable”, Burkhart foi capaz de dizer se ele estava a tocar num objecto ou não sem o ver.

“É definitivamente estranho”, disse Burkhart a Wired. “Ainda não é normal, mas é definitivamente muito melhor do que não ter nenhuma informação sensorial a regressar ao meu corpo”.

Startup brasileira cria teste coronavirus com resultado em 15 minutos

hilab hi technologies

Empresa brasileira Hi Technologies desenvolveu um teste coronavirus com diagnóstico rápido, com resultado em 15 minutos.

Hilab é o nome do laboratório portátil da startup, que realiza o exame de sangue.

O Hilab funciona com auxílio da inteligência artificial e internet das coisas. O resultado é possível em tão pouco tempo devido a aceleração do processamento das informações, graças a tecnologia empregada.

O exame é efetuado através de coleta de sangue, por somente um furo no dedo do paciente, feito por profissional de saúde. Depois de coletada a amostra, é colocada numa capsula onde interage com reagentes.

A partir disso, é gerada uma versão digital da amostra, enviada pela Internet para o laboratório físico em Curitiba (Paraná). Uma equipe de biométicos, utilizando algorítmos de inteligência artificial, consegue produzir o laudo dos exames.

O paciente recebe o resultado dos exames, que são gerados em minutos, por SMS ou email.

O teste estará disponível nas farmácias parceiras (Nissei, Panvel, Araújo, Raia Drogasil e Pague Menos), a partir de abril de 2020.

Conheça o Robô Pepper, da empresa Softbank que provoca e tira humanos do sério

pepper robot

De acordo com estudo desenvolvido pela Universidade Carnegie Mellon, as pessoas reagem negativamente aos insultos de um robô, mesmo sabendo que foi programado para tal.

Foi utilizado o Robô Pepper, da empresa Softbank. Este invento é utilizado em museus e aeroportos, na interação com humanos.

O experimento, composto de um jogo, do qual participaram 40 jogadores, durante 35 rodadas. Os humanos que participaram sabiam antecipadamente que o robô era pré-programado com frases, mesmo assim durante o jogo, alguns jogadores sucumbiram ao trash talk (à prática de falar e provocar adversários como forma de desestabilizá-los emocionalmente) aplicado pelos robôs, ouvindo frases tais como “eu sou obrigado a dizer que você é um péssimo jogador” ou “ao longo da partida, seu jogo ficou confuso”.

Quem ouvia as provocações não pontuava tão bem nem mostrava tanta evolução no jogo em comparação com quem ouvia frases de encorajamento.

Através do estudo comprovou-se que humanos respondem às questões transmitidas pelos robôs, o que poderia influenciar nos tratamentos de saúde mental, na utilização de robôs como acompanhantes ou na aprendizagem. Com o aumento da sofisticação dos dispositivos domésticos inteligentes, com assistentes de voz semelhantes aos humanos, podem ampliar os impactos nos seres humanos que utilizam estes produtos.