Computadores

App da Microsoft permitirá conectar vários smartphones Android ao PC

Microsoft's Your Phone

O aplicativo Microsoft’s Your Phone está a receber uma nova funcionalidade importante, nomeadamente a capacidade de ligar vários smartphones Android com o seu PC Windows 10.

Atualmente, é possível ligar um telefone através da aplicação, mas a Microsoft está agora a testar a capacidade de adicionar múltiplos dispositivos.

Como o tweet da conta oficial do seu telefone esclarece, pode aceder à nova funcionalidade através das definições da aplicação, mas esta funcionalidade só está disponível para Windows Insiders (aqueles que utilizam pré-construções da aplicação, por outras palavras).

No entanto, se tudo correr bem, a versão completa do App Your Phone será lançada em breve.

A Microsoft tem trabalhado arduamente para adicionar funcionalidades ao Your Phone, e certamente se a expansão das funcionalidades nos últimos tempos é algo a passar, o gigante do software vê esta aplicação como uma parte chave da sua estratégia global a avançar.

O Your Phone pode ser utilizado para fazer chamadas telefônicas, bem como para enviar textos a partir do seu ambiente de trabalho, e a aplicação tem uma funcionalidade de ‘ecrã do telefone’ que permite espelhar a tela do seu smartphone para o monitor do PC. Também pode transformar a tela tátil do seu PC num gigantesco tapete de arte digital para o seu dispositivo móvel, e outra capacidade que deverá chegar à aplicação em breve está a mostrar a música atualmente a tocar no seu aparelho.

Depois há a capacidade de transferir arquivos do seu telefone para o PC de uma forma fácil e sem problemas, o que pode vir a calhar. Não há falta de atividade na frente de desenvolvimento do seu telefone, isso é certo.

Via: TechRadar

Supercomputador japonês é atualmente o mais rápido do mundo

supercomputador

Um supercomputador japonês ocupou o primeiro lugar no ranking bianual de velocidade do supercomputador Top500. Fugaku, um computador em Kobe co-desenvolvido por Riken e Fujitsu, utiliza o sistema A64FX de 48 núcleos da Fujitsu em chip. É a primeira vez que um computador baseado em processadores ARM encabeça a lista.

A Fugaku apresentou um resultado HPL Top500 de 415,5 petaflops, 2,8 vezes mais rápido que a Summit da IBM, o concorrente mais próximo. Fugaku também alcançou os primeiros lugares noutras classificações que testam computadores em diferentes cargas de trabalho, incluindo o Gráfico 500, HPL-AI, e HPCG. Nenhum supercomputador anterior liderou os quatro rankings de uma só vez.

Embora as classificações mais rápidas dos supercomputadores normalmente saltem entre os sistemas americanos e chineses, este é o primeiro sistema japonês a ocupar o primeiro lugar no Top500 em nove anos desde o antecessor de Fugaku, o computador K de Riken. No total, há 226 supercomputadores chineses na lista, 114 da América e 30 do Japão. Os sistemas baseados nos EUA contribuem com o desempenho mais agregado, com 644 petaflops.

Fugaku deverá entrar em pleno funcionamento no próximo ano fiscal. Até agora, tem sido utilizada a título experimental para investigar a COVID-19, incluindo o diagnóstico, a simulação da propagação do vírus SRA-CoV-2 e a eficácia da nova aplicação de rastreio de contactos do Japão.

Via: TheVerge

Aquele computador velho e descartado pode esconder um tesouro

reciclagem lixo eletronico

O que se faz com um disco rígido antigo, do tipo que ainda gira dentro da maioria dos PCs, quando chega ao fim da sua vida útil?

Se Allan Walton tiver o seu caminho, partes dele poderá em breve estar a impulsionar o seu próximo carro ao longo da estrada, assumindo que se torne elétrico.

O professor da Universidade de Birmingham é diretor da empresa Hypromag, que extrai e recicla ímãs de neodímio a partir de discos rígidos usados.

O neodímio é um metal de terras raras – elementos químicos considerados ingredientes essenciais em muitas das tecnologias obrigatórias da atualidade, desde smartphones a telas de televisão. O neodímio é utilizado, entre outras coisas, para fazer imãs que giram os motores que accionam os veículos elétricos.

O Professor Walton acredita que, nos próximos 10 anos, a sua empresa poderá estar a reciclar neodímio suficiente para satisfazer um quarto da procura do Reino Unido – quase todo o qual é atualmente importado da China.

Uma vez montados e em funcionamento, os veículos elétricos são, em geral, considerados mais amigos do ambiente do que os automóveis com motor de combustão interna. Mas fazer imãs a partir de terras raras está longe de ser verde.

A parte da unidade de disco é banhada em hidrogênio, revelando o valioso neodímio – Fonte: HYPROMAG

Embora os processos necessários para refinar terras raras utilizem muitos dos mesmos produtos químicos encontrados em produtos de limpeza e cosméticos de fornos, os seus resíduos podem ser destrutivos se não forem devidamente controlados.

Num local de mineração, Bayan Obo, na Mongólia Interior, eles contribuíram para um vasto lago tóxico.

Junto à própria mina encontra-se uma barragem de rejeitos, um reservatório criado pelo que sobrou da separação de terras raras.

O aço e o alumínio já têm grandes programas de reciclagem estabelecidos que ajudam a reduzir o processamento químico.

No entanto, os minerais de terras raras utilizados em telefones, discos rígidos e velhas turbinas eólicas são geralmente perdidos.

Há quatro anos, na Universidade de Birmingham, o Prof. Walton e o seu mentor, o Prof. Rex Harris, descobriram que o funcionamento do gás hidrogênio através de discos rígidos antigos transforma os ímanes em pó que podem ser colhidos, reembalados e revestidos, para se tornarem novos imãs.

Não só o projecto irá oferecer uma solução mais verde para o mercado das terras raras, como a procura global destes minerais significa que existe uma oportunidade de negócio a ser construída.

“Falta-nos um truque. Não há dificuldade em encontrar terras raras, é a sua transformação num material útil, como um imã”, diz o Professor Walton.

Este ano, a Hypromag espera anunciar um acordo com a empresa de automóveis britânica Bentley.

A empresa recebeu uma subvenção de 2,6 milhões de libras da Innovate UK e meio milhão de libras de investimento e mais uma parceria de uma mina africana júnior, Mkango.

No entanto, a solução Hypromag irá satisfazer apenas uma fracção da procura crescente de terras raras, que os analistas estimam que irá duplicar até 2025.

O Professor Walton acredita que, se a Grã-Bretanha agir agora e criar uma indústria de reciclagem de terras raras em expansão, poderá tornar-se um líder mundial.

A oportunidade é enorme, com muitas tecnologias emergentes, como a 5G a exigir terras raras, para além da necessidade crescente de tecnologias estabelecidas, tais como aparelhos telefônicos, microprocessadores e turbinas eólicas.

Mais carros elétricos significará mais procura de metais de terras raras.

No entanto, a principal razão pela qual as terras raras têm sido comparadas ao petróleo é a política governamental que irá alimentar a procura de veículos elétricos.

Depois de 2025, a Holanda não venderá mais automóveis a gasolina ou a diesel. O Reino Unido e a França comprometeram-se a cumprir este objectivo até 2040. Este ano, a China pretende que 12% dos automóveis vendidos no país produzam zero emissões.

No que diz respeito à produção de terras raras e ímanes feitos a partir delas, a China é o líder mundial.

O país encurrala o mercado porque as suas empresas podem extrair terras raras e transformá-las localmente em produtos acabados. Mais de 70% dos produtos de terras raras são exportados pela China.

O país encurrala o mercado porque é o único lugar no mundo com empresas que podem transformar minerais de terras raras em produtos acabados. Mais de 70% dos produtos de terras raras são exportados pela China.

E, a sua cadeia de abastecimento estabelecida oferece-lhes descontos inigualáveis.

As terras raras fazem parte do plano do Made in China 2025 para se tornar o fabricante líder mundial.

Mas enquanto a China exporta produtos transformados, os recursos naturais do país não são ricos em tipos mais pesados de terras raras que são mais procurados, como o neodímio utilizado para os ímanes dos automóveis.

A China recebe a maior parte do seu neodímio da Birmânia e dos Estados Unidos, diz Christopher Ecclestone, estratega mineiro da Hallgarten.

A mina Mountain Pass, na Califórnia, vende 100% das suas terras raras de forma concentrada à China – e é detida em parte pela empresa chinesa Shenghe Resources, que tem uma participação de 9,9%.

“Os EUA são uma das maiores fontes de terras raras da China e os chineses estão a tomá-la por uma canção”. Isso enlouquece o Pentágono“, diz.

O que colocou a China no controlo do mercado foi que as terras raras eram um subproduto das minas já estabelecidas, afirma Ian Higgins, diretor da Less Common Metals em Ellesmere Port, perto de Liverpool.

Outros metais de terras raras e suas utilizações:

  • Neodímio – imãs permanentes utilizados em automóveis e turbinas eólicas
  • Erbium – cabos de fibra óptica para banda larga de alta velocidade e lasers
  • Disprósio – iluminação comercial e também reatores nucleares
  • Cerium – polidores de vidro, conversores catalíticos e limpadores de fornos
  • Yttrium e Terbium – armamento incluindo mira laser e mísseis de cruzeiro

A empresa do senhor Higgins é um dos únicos fabricantes fora da China a produzir e combinar metais de terras raras em ligas.

Ele salienta que as minas chinesas são apoiadas por subsídios governamentais e práticas contabilísticas opacas.

Embora a política ambiental na China tenha melhorado, as maiores minas foram construídas antes da sua implementação.

“Há muito processamento de terras raras que é horrível e há também muito contrabando no mercado negro e cinzento de terras raras mais pesadas”, diz Higgins.

No entanto, acrescenta que o país começa a despertar para o impacto ambiental da sua indústria de terras raras.

A pandemia de Covid-19 provocou a paralização das linhas de montagem globais. Mas também estimulou os fabricantes que utilizam terras raras a questionar a cadeia de abastecimento global e a sua dependência de um único país de origem.

A crise levou governos e empresas a “localizar recursos”, segundo Andrew Bloodworth, diretor do British Geological Survey.

“Pessoas como eu dizem ao nosso governo que qualquer produção que se concentre em pequenos locais será vulnerável a perturbações”, afirma Andrew Bloodworth.

A América, o Reino Unido e a Europa estão a tentar construir cadeias de abastecimento para terras raras fora da China.

Em 13 de Maio, foi apresentada aos legisladores dos EUA legislação destinada a conceder benefícios fiscais à indústria – 50 milhões de dólares de financiamento foram também destinados ao a empresas iniciantes nos EUA.

Na UE, o fundo Horizon 2020 lançou uma iniciativa para construir uma cadeia de abastecimento em vários países europeus e nórdicos, incluindo a Grã-Bretanha.

No Reino Unido, as terras raras são parte integrante da estratégia industrial do governo, segundo Jeff Townsend, que este ano criou uma empresa de lobbying para representar os interesses da indústria.

“O governo precisa de compreender e fazer mais do que estabelecer uma grande visão de uma estratégia industrial. Precisa de sujar as suas mãos e fornecer a cadeia de abastecimento”, afirma.

“A Covid deixou toda a gente de lado e há muita gente a olhar de novo para a forma como fazemos as coisas”, diz Townsend.

Ele acrescenta: “Se tomarmos a decisão de que queremos ser melhores, então temos de tentar ser melhores porque é a única forma de mudarmos a sociedade”.

Via: BBC

A Evolução dos Computadores – Do início até os dias atuais

Ibm mainframe serie zinterprise

O computador, uma invenção tão fantástica quanto comum nos dias atuais, teve uma evolução considerável nas últimas décadas.

Nasceu devido a necessidade cada vez maior de armazenar e processar a informação, seja de forma científica, comercial e industrial.

Atualmente existem computadores de diversos formatos: de mesa, portátil, tablets, e os nossos telefones, chamados smartphones, não são nada mais do que computadores que cabem no bolso, de fazer inveja aos computadores enormes e antigos.

Neste artigo propomos uma organização de Gerações de Computadores. Pesquisando na Internet, poderá verificar que existe uma imensa variação neste entendimento, especialmente onde começa e termina a 3ª e 4ª Gerações. Alguns acreditam que estejamos ainda na 4ª Geração, enquanto outros citam que já iniciamos a 5ª Geração (Inteligência Artificial).

O Ábaco

Pode ser considerado o antecessor das calculadores e computadores.

Foi inventado há cerca de 5.000 anos atrás, não sabendo-se ao certo sua origem, que pode ser Egito, China ou Índia.

Simples no formato de operar, permitia diversas operações aritméticas, como por exemplo, a soma, a subtração, a multiplicação e a divisão, e ainda na resolução de diversos problemas com fracções e raízes quadradas.

Ábaco
Ábaco – Fonte: Pixabay (Hans)

A Calculadora

A calculadora é um dispositivo eletrônico que foi criado para auxiliar os cálculos numéricos. Com o passar do tempo e de sua evolução, também começou a efetuar cálculos científicos, e até algumas inclusive são programáveis (HP).

As mais conhecidas são as das marcas Sharp, Cássio, HP, Texas.

os computadores desde quando implementaram a interface gráfica, passaram a ter embutido no sistema operacional um programa que emulava uma calculadora (Windows).

Calculadora
Calculadora – Fonte: Pixabay (AlexanderStein)

Z1 – O Primeiro Computador Programável

O primeiro computador programável, o Z1 , foi criado por Konrad Zuse, em 1936, na sala da casa de seus pais, em Berlim, Alemanha. Foi montado a partir de placas de metal, pinos e filmes antigos, acabando por criar uma máquina que poderia facilmente adicionar e subtrair.

Computador Z1
Computador Z1 – Fonte: Wikipédia

Primeira Geração de Computadores – de 1946 a 1954

ENIAC

Esta geração de computadores foi marcada por computadores que utilizavam válvulas, sendo seu expoente o Eniac (Electronic Numerical Integrator and Computer), criado pelos Estados Unidos em 1946, durante a Segunda Guerra Mundial, com a finalidade de efetuar cálculos balísticos.

O Eniac era programado através de milhares de interruptores, podendo cada um deles assumir o valor 1 ou 0 (ligado ou desligado).

Para conseguir programá-lo, era necessário um batalhão de 80 pessoas (mulheres, funcionárias do exército), que percorriam as longas filas de interruptores dando ao Eniac as instruções necessárias para efetuar os cálculos.

Sua Capacidade de processamento era de 5.000 operações por segundo. Possuía 17.468 válvulas termiônicas, de 160 kW de potência.

Este equipamento pesava cerca de 30 toneladas e ocupava uma área de 180 m2.

Computador Eniac
Computador Eniac – Fonte: United States Army – Wikipédia

Segunda Geração de Computadores – de 1954 a 1964

Esta geração de computadores foi marcada pela utilização dos transistores em substituição às válvulas (que tinham curta vida útil) da geração anterior.

Os transistores eram mais eficientes, mais baratos, geravam menos calor e consumiam menos energia

Houve significativa diminuição no peso e no tamanho dos equipamentos (média de peso total cerca de 1 tonelada).

Começa a utilização de uma linguagem para auxilar no processamento, chamada Assembly, com a perfuração de cartões e armazenamento e recuperação de dados em fita magnética.

TRADIC

O primeiro modelo de computador desta geração foi o Tradic (TRAnsistor DIgital Computer ou TRansistorized Airborne DIgital Computer), desenvolvido pela Bell Laboratories (USA), em 1954.

Computador Tradic
Computador Tradic – Fonte: Wikipédia

IBM 7094

O modelo de maior sucesso desta época foi o IBM 7094, produzido pela IBM (USA), utilizado inclusive pela NASA na época, para controlar seus programas espaciais. Lançado em 1962, pesava 890 Kg. A IBM vendeu 10.000 unidades destas máquinas, e cada uma custava US $ 2,9 milhões na época (equivalente a US $ 19 milhões em 2018).

Sua quantidade de memória central hoje seria considerada ridiculamente pequena: 150 Kb (kilobytes).

Computador IBM 7094 – Fonte: IBM

Na parte final desta geração, surgem também as primeiras “linguagens de alto nível” (Cobol e Fortran) e o armazenamento e recuperação de dados em disco magnético.

Terceira Geração de Computadores – 1964 a 1980

A terceira geração de computadores foi marcada pelo uso de circuitos integrados (microchips), construídos a partir do silício.

Utilizando um grande número de transistores, possibilitaram a criação de equipamentos menores e mais baratos.

IBM 360

O equipamento mais utilizado na época foi o IBM 360, mainframe (computador de grande porte), criado pela IBM (USA) em 1964.

A estas máquinas poderiam ser acoplados leitores e perfuradores de cartões, unidades de fitas magnéticas, impressoras de caracteres. Funcionavam online, utilizando linhas telefônicas para comunicação com os terminais.

Foi o primeiro equipamento em que poderiam ser inseridos (digitados) dados no sistema, através de uma interface de máquina de escrever.

Pioneiro também na utilização de discos magnéticos, com capacidade de armazenamento de 7,5 mb (megabytes).

Computador System/IBM 360
Computador System/IBM 360 – fonte: Wikipédia

DEC PDP-8

Mas só a partir de 1965, com o lançamento do computador DEC PDP-8, houve uma grande redução do tamanho destes equipamentos (do tamanho de uma sala passaram a ter o tamanho de um frigobar). Foi um computador de 12 bits, lançado pela Digital Equipment Corporation (USA), com produção de mais de 300 mil unidades, com grande utilização na área comercial.

Computador DEC PDP8 – Fonte: Wikipédia

Altair 8800

O Altair 8800 é um computador pessoal projetado em 1975, baseado na CPU Intel 8080. Foi considerado o primeiro computador pessoal acessível. Era vendido pela revista Popular Electronics, em forma de kit. Surprendeu seus projetistas, que não imaginavam ter o sucesso de vendas alcançado. A linguagem utilizada neste equipamento era o Altair Basic, projetada por Bill Gates, que mais tarde fundaria a Microsoft.

microcomputador Altair 8800
Microcomputador Altair 8800 – Fonte: Wikipédia

Apple I

Em 1976, Steve Wosniak e Steve Jobs se unem e lançam aquele que seria o primeiro computador pessoal de sucesso, o Apple I.

computador Apple 1
Microcomputador Apple I – Fonte: Wikipédia

Apple II

Na verdade O Apple I foi um protótipo, que devido ao sucesso (200 unidades vendidas) logo deu lugar a uma versão melhorada, o Apple II, lançado em 1977.

O Apple II possuia processador 6502 com um clock de 1 MHz, 4 kB de memória RAM, interpretador de Linguagem Basic residente, interface com vídeo, acionadores de disquetes, teclado padrão máquina de escrever. Possuia uma separação entre modo texto e modo gráfico (chaveamento).

Microcomputador Apple 2
Microcomputador Apple II – Fonte: Wikipédia

Mediante uma placa de expansão, poderia executar o poderoso sistema operacional CP/M, que disponibilizava, além de diversos aplicativos, compiladores de linguagens de auto nível como, COBOL, PASCAL, FORTRAN, entre outros.

Com a popularidade deste equipamento e a presença cada vez maior em escritórios, a área de software para computadores pessoais começa a se desenvolver.

Começam a surgir empresas desenvolvedoras de software, em diversas áreas: processadores de texto (Wordstar), planilhas eletrônicas (Visicalc), gerenciadores de banco de dados (Dbase-II), programas gráficos, jogos, entre outros.

Quarta Geração de Computadores – 1980 a 1991

A partir desta geração de computadores, começam a ser produzidos computadores menores, os chamados “computadores pessoais” (microcomputadores), que cabiam numa mesa de escritório. Estes equipamentos cujo núcleo central é a unidade de processamento (microprocessador). Popularizam-se os discos rígidos, memórias, teclados, impressoras.

Numa tentativa de competir com a Apple, que dominava a área de computadores pessoais nesta época, a IBM lançou a sua versão de microcomputador, chamado IBM-PC (Personal Computer).

IBM-PC

Lançado pela IBM em 1981, com um preço-base de US$ 1.565, foi um equipamento de grande sucesso na área comercial.
A configuração-base constava de 256 Kb (quilobytes) de memória, processador rodando a um clock de 4,77 MHz, placa de vídeo CGA (podendo ser acoplado a TV ou monitor) e HD (hard disk) de 10 Mb (megabytes), acionadores de disquetes de 5/14″ (polegada).

Microcomputador IBM-PC
Microcomputador IBM-PC – Fonte: Wikipédia

Macintosh

A própria empresa Apple (que levava o nome do computador pessoal), deu outro salto, ao lançar em 1984, seu revolucionário microcomputador chamado Macintosh ou simplesmente Mac.

Equipado com o sistema operacional MacOS, seu grande diferencial é que tanto o SO quando os aplicativos funcionavam em modo gráfico, uma revolução para época (dizem que inspirou o famoso Sistema Operacional Windows da Microsoft, lançado anos mais tarde).

Foi este microcomputador que introduziu e popularizou o mouse como dispositivo de interação entre o usuário e a máquina. Utilizava processador Motorola 68000 e vinha com 128 Kb de memória.

O preço proibitivo (US $ 2.495), o processador lento, e a falta de programas para sua avançada interface (já que na época a maioria funcionava em modo texto), fez com que, mesmo sendo arrojado para a época, não vendesse muitos exemplares.

Microcomputador Macintosh – Fonte: www.interface-experience.org

A Apple tentou remediar isso, lançando um novo Macintosh em 1985, com 4x mais memória disponível que o original, em 1986, lançou o Macintosh Plus, que podia carregar vários programas simultaneamente em 1 Mb (megabyte) de memória, apresentava um teclado estendido, novas portas que permitiam conectar vários periféricos, sendo que este modelo teve mais aceitação no mercado.

Com o passar do tempo, o PC foi evoluindo, e foram lançados novos modelos (atualizações), que diferiam entre sí na capacidade de memória, velocidade do processador e capacidade de executar multitarefas:

IBM PC-XT – 1981
IBM PC/AT (286) – 1982
IBM PC/AT (386) – 1985
IBM PC/AT (486) – 1989

Interior Gabinete Microcomputador IBM-PC 486
Interior Microcomputador IBM-PC 486 – Fonte: Wikimédia Commons

A IBM acabou não tendo interesse em registrar a patente do seu produto, logo foram lançados “N” clones de seus equipamentos, o que acabou por popularizar o padrão PC por muitas décadas.

A maioria dos equipamentos desta época utilizava o sistema operacional MS/DOS da Microsoft.

Logo MS Dos
Fonte: https://worldvectorlogo.com

A partir de 1990, os equipamentos começaram a fazer uso do mouse como dispositivo de interação e a adotar um ambiente gráfico de sistema operacional, lançado pela Microsoft, o Windows 3 (a MS havia lançado anteriormente, as versões 1x e 2x, que não tiveram sucesso comercial).

Logo Windows 3
Logo Windows 3 – Fonte: Wikipédia

Já nesta época surge uma disputa comercial e tecnológica (e dura até os dias atuais) entre 2 empresas, que praticamente monopolizam a fabricação de processadores para microcomputadores: A INTEL (Intel Corporation) e a AMD (Advanced Micro Devices), ambas empresas dos Estados Unidos da América.

Quinta Geração de Computadores – 1991 até dias atuais

Com a evolução dos circuitos integrados (chips), a velocidade dos equipamentos e a capacidade de processamento aumenta em progressão. Esta velocidade propicia o surgimento de novas áreas na tecnologia: Desenho Assistido por Computador (CAD), Robótica, Multimídia (vídeos e animações), estações de trabalho, IA (Inteligência Artificial), compartilhamento de recursos (rede) e, talvez a mais comum hoje em dia, a Internet.

Intel x AMD

A Intel lançou diversos processadores que fizeram sucesso nesta geração (Pentium I, Pentium II, Pentium III, Pentium 4, Celeron). Em contrapartida, a AMD também lançou diversos processadores que conseguiam competir, se não no mesmo patamar da Intel, em contrapartida, tinham um custo menor (K6, Duron, Athlon).

Microcomputador IBM Aptiva
Microcomputador IBM Aptiva – Fonte: Wikimédia Commons
Motherboard IBM PC AT
Motherboard IBM PC AT – Fonte: Commons Wikimedia

Alguns quesitos que evoluíram muito nos computadores de última geração (a partir dos anos 2000):

  • Processadores com vários núcleos – Intel (Core Duo, Core 2 Duo, Core 2 Quad, Core I3, Core I5, Core I7, Core i) e AMD (Athlon, Phenom, Sempron, Ryzen, Epyc)
  • Aumento exponencial da capacidade dos hd’s (hard disk) e memória RAM (read access memory)
  • Lançamento dos leitores de gravadores de dvd’s e blueray (digital video disk), substituindo os leitores e gravadores de cd’s (compact digital)
  • Interface de vídeo, DVI (digital visual interface) e HDMI (Higth Definition Multimédia Interface), substituindo o display de vídeo VGA (Vídeo Graphic Array) e Super-VGA
  • Criação do dispositivo USB (Universal Serial Bus), capaz de ligar com eficiência e rapidez diversos tipos de aparelhos aos computadores (pen-drive, teclados, mouses, câmeras digitais)
  • Diminuição no tamanho e peso dos equipamentos, display de imagem com alta qualidade
  • Avanço da tecnologia e queda no preço propiciam a popularização dos computadores portáteis (notebook, laptop, tablets)
Processadores – Fonte: www.pcworld.com
Computador Desktop PC
Computador Desktop PC – Fonte: Wikimedia Commons

IBM – A volta do Mainframe ?

Na verdade, desde quando surgiu há cerca de mais de 60 anos, até o presente momento, o mainframe esteve sempre presente nas empresas.

A IBM soube se reinventar, lançando atualmente equipamentos que possuem um fantástico desempenho e um layout incrívelmente moderno.

Um exemplo é a família de mainframes Z-800 Série. Só para ter uma idéia, alguns destes mainframes suportam até 100 processadores centrais, com chips de 5 Ghz (gigahertz), rodando sistema operacional Z/OS ou Linux.

Este equipamento é um servidor para empresas, capaz de substituir diversas máquinas, como servidor de arquivos, internet, emails.

Mainframe IBM Z-800 Série – Fonte: Wikipédia

A tecnologia do futuro

A velocidade da evolução tecnológica, propicia o aparecimento de outros tipos de dispositivos computacionais: notebooks, tablets, smartphones.

Notebook Escritório
Notebook Escritório – Fonte: Pixabay (Free-Photos)
Tablet Android – Fonte: Pixabay (ADMC)
Smartphone IPhone
Smartphone IPhone – Fonte: Pixabay (JESHOOTS)

Procuramos com este artigo, explanar sobre os equipamentos (hardware) ao longo do tempo, sem esgotar este assunto tão interessante. Em breve publicaremos um artigo tratando somente de sistemas operacionais e softwares. Aguardem !

Microsoft prepara-se para lançar o Surface Book 3 e o Surface Go 2

notebook

Lançamento deve ocorrer em Maio de 2020

A Microsoft está a preparar-se para revelar o seu hardware Surface Book 3 e Surface Go 2. Vazamentos recentes do retalhista deram a entender que a Microsoft está a planear utilizar os mais recentes processadores Intel da 10ª geração no Surface Book 3, juntamente com potencialmente até 32GB de RAM e 1TB de armazenamento. Os rumores também sugerem que a Microsoft está a mudar para os chips gráficos Quadro da Nvidia em alguns modelos do Surface Book 3. A mudança significará que o Surface Book 3 vai servir melhor os animadores 3D, designers e engenheiros que confiam no poder das placas gráficas Quadro, optimizadas para uma série de aplicações profissionais em vez de jogos.

A Microsoft está também a preparar um Surface Go 2, um sucessor do seu popular tablet mais pequeno. As fugas de informação dos retalhistas também deram a entender que a Microsoft vai oferecer um modelo com um Intel Core m3, juntamente com a típica opção de processador Intel Pentium Gold. O Windows Central relata que o Surface Go 2 também incluirá um ecrã maior a 10,5 polegadas, com moldura ligeiramente mais pequena que é mais semelhante aos encontrados no Surface Laptop 3.

No entanto, diz-se que o tamanho exterior é o mesmo que o Surface Go original, pelo que os acessórios existentes e o tipo de cobertura do Surface Go funcionarão no Surface Go 2. O modelo Intel Core m3 também incluirá 8GB de RAM, 128GB de armazenamento e uma conectividade LTE opcional.

A Microsoft planeia revelar o seu novo hardware de Superfície no próximo mês, de acordo com fontes familiarizadas com os planos da empresa. Esses planos podem mudar devido à pandemia, mas a Microsoft tem vindo a trabalhar para estes novos dispositivos há já algum tempo.

Via: TheVerge

Intel diz que sua nova linha de desktops da 10ª geração oferece “o processador de jogos mais rápido do mundo”

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A Intel lançou os seus chips da 10ª geração para quase toda a sua linha de computadores portáteis neste momento, e agora está na hora de os computadores de secretária terem a sua vez. A empresa anunciou os seus mais recentes processadores Comet Lake-S através da sua linha Core i9, i7, i5, e i3. Liderando a gama está o novo Core i9-10900K, que oferece 10 núcleos, 20 threads, um TDP de 125W, impulsionou velocidades até 5.3GHz e, segundo a Intel, é “o processador de jogos mais rápido do mundo”.

Apesar do 10º Gen moniker, tal como os recentes chips da série H da Intel para portáteis de alto desempenho, a nova linha de computadores de secretária continua a basear-se na arquitectura Skylake de 14nm da Intel, que utiliza desde 2015, e não no processo de 10nm encontrado nos seus chips Ice Lake.

MAIS NÚCLEOS, MAIS ROSCAS, MAIS VELOCIDADE
Mas o facto de a Intel ainda estar a utilizar o processo mais antigo não é necessariamente uma coisa má, uma vez que a empresa tem sido capaz de continuar a refinar e a desenvolver o seu trabalho anterior, permitindo uma maior contagem de núcleos e fios e velocidades de relógio mais rápidas em comparação com a linha do 9º Gen de 2018. (Para referência, o chip top 9th Gen foi o i9-9900K, com oito núcleos, 16 fios, uma frequência de base de 3,6 GHz, e aumentou as velocidades até 5,0 GHz – todos números que o i9-10900K eclipsou).

Juntamente com o Core i9-10900K topo de gama de 488 dólares, a Intel anuncia mais dois chips desbloqueados: o Core-i7 10700K de 374 dólares, com oito núcleos, 16 fios, uma velocidade de relógio base de 3,8GHz, e velocidades impulsionadas até 5,1GHz e o chip desbloqueado mais barato é o Core i5-10600K de 262 dólares, com seis núcleos, 12 fios, uma velocidade de relógio base de 4,1GHz e uma velocidade impulsionada até 4,8GHz.

Os novos chips atingem essas velocidades mais rápidas graças às novas tecnologias oferecidas nos chips topo de gama, incluindo a sua tecnologia Turbo Boost 3.0 e o “Thermal Velocity Boost” (que foi introduzido nos chips do 10º Gen série H para portáteis, mas limitado apenas aos chips Core i9 aqui) que irá aumentar a velocidade do relógio quando o processador estiver a uma temperatura de 70 graus Celsius / 158 graus Fahrenheit ou inferior, assumindo que há energia disponível.

Os novos chips também suportam até memória DDR4-2933, suportam até 2,5 gigabit Ethernet, e, como o resto da linha do 10º Gen, eles apresentam Wi-Fi 6 integrado por defeito. Uma desvantagem da actualização é que a Intel está a mudar fisicamente a configuração da sua tomada para a nova linha, pelo que os novos chips Comet Lake não são compatíveis com as motherboards Coffee Lake – algo a ter em conta se estiver a pensar fazer uma actualização. Toda a linha Core também apresenta os gráficos UHD integrados da Intel 630 (excepto as variantes da série F, que não oferecem gráficos integrados de todo em troca de um preço mais baixo).

Juntamente com a mais potente linha de processadores TDP desbloqueados de 125W (que pode ser encontrada procurando um “K” no final do número do modelo), a Intel também está a estrear regularmente chips de 65W da 10ª geração nas linhas i9, i7, i5 e i3, juntamente com chips da série T de 35W (que têm um “T” no final do número do modelo), que apresentam o mesmo núcleo e contagens de fios, mas velocidades de relógio mais baixas para construções menos consumidoras de energia.

Via: TheVerge

Notificações para atualização do Windows 7 a partir Janeiro/2020

windows seven

Microsoft anunciou que usuários do Windows 7 irão receber notificações em tela cheia solicitando a atualização para o Windows 10 a partir de 15 de janeiro de 2020.

Como anunciado anteriormente pela Microsoft, o suporte ao Windows 7 irá se encerrar em Janeiro de 2020.

A diferença é que esta notificação será exibida em tela cheia, e permanecerá até que o usuário interaja com ela.

A mensagem da empresa é clara: quem continuar usando o Windows 7 depois de 14 de janeiro de 2020 o faz por sua conta e risco.

A Microsoft disse que a notificação em tela cheia “será apenas” exibida aos usuários do Windows 7 com as seguintes versões: Starter, Home Basic, Home Premium, Professional e Ultimate.

Via: Microsoft

Windows 10x, o lançamento da Microsoft para portáteis

windows 10

WalkingCat, é o cognome do novo sistema operacional Windows10x, em material online publicado pela Microsoft. Revelações que apontam como candidatos ao novo sistema operacional, dispositivos móveis, como o Surface Neo e também dispositivos de tela dupla.

Ajustes na Barra de Tarefas e no Menu Iniciar (que se chamará Iniciador), com foco maior na pesquisa local. Esta pesquisa estará integrada aos resultados vindos da web, aplicativos disponibilizados e arquivos determinados do seu dispositivo, segundo o documento. Atualização dinâmica de conteúdo com base nos arquivos, aplicativos e sites mais utilizados.

A experiência de autenticação de reconhecimento facial é aprimorada neste dispositivo. A tela é ligada, e isso conduz automaticamente a rotina de autenticação do usuário.

A Microsoft trabalha há algum tempo numa nova versão do tradicional File Explorer, nomeada “Modern File Explorer“. Será facilitado e simplificado também o acesso aos documentos armazenados na nuvem (Office 365, OneDrive, entre outros serviços).

O acesso às configurações críticas do dispositivo e foco na prioridade à exibição de configurações rápidas, tais como duração da bateria, são simplificadas por um centro de notificação (Centro de Ação) e abrangem suporte à personalização. Estão disponíveis configurações rápidas padrão, tais como, bloqueio de proteção e proteção da tela, modo avião, Bluetooth, dados de celular e o Wifi.

Em termos de MS Office, a Microsoft pode priorizar as versões Win32 tradicionais do Office e as versões da Web do PWA do Office.com para Windows 10X sobre UWP. A Microsoft tem versões UWP de seus aplicativos Office Mobile, mas foi suspenso o desenvolvimento destes no ano passado. Existe previsão de investimento nas versões web do Office no próximo ano antes que o Windows 10X seja lançado no Surface Neo para o feriado de 2020.

Via: Microsoft

Cresce vendas PC a nível mundial mesmo com escassez mercado processadores

computador portatil notebook

Segundo a empresa de pesquisa de TI Gartner, as vendas de PCs a nível mundial aumentaram 1,1%, apesar da guerra comercial entre a China e EUA e o crescimento da concorrência de dispositivos móveis

A Lenovo é responsável pela maioria das vendas de unidades, com 25% de participação de mercado, seguida pela HP, Dell (ambas com menos de 10%). Apple, Acer e Asus, vem a seguir, com menos de 10%, num total de 68 milhões de unidades fabricadas.

Os números abrangem PCs Desktop e Notebooks (Chromebooks e Ipads não inclusos). Marcas como Lenovo, HP, Dell e Acer tiveram aumento nas vendas no mesmo período em relação ao ano passado. Já empresas como Apple e Asus tiveram decréscimo nas venda.

Com a escassez de cpus da Intel, a demanda acabou sendo suprida por fornecedores como a AMD e Qualcomm. Os preços baixos de RAM e SSDs e o ciclo de atualização do Windows 10 contribuiram para impulsionar novas vendas.

Segundo Mikako Kitagawa, analista principal de pesquisa do Gartner, nem a escasses de CPUs da Intel, nem a guerra comercial China-EUA tiveram impacto significativo nas vendas de PCs no terceiro trimestre de 2019.

Via: Engadget