Estudo inédito desvenda quais são as top 5 marcas mais associadas a influencers; ranking inclui site de apostas

Estudo inédito desvenda quais são as top 5 marcas mais associadas a influencers; ranking inclui site de apostas

Estudo Quem te Influencia?, realizado pela MindMiners e YOUPIX, apresenta dados inéditos sobre a relação entre consumidor e marketing de influência

O Brasil é reconhecido como o berço dos influenciadores digitais. Apenas no Instagram, estima-se que o país abrigue aproximadamente 10,5 milhões de influencers, além de milhões que se destacam em outras plataformas, como YouTube e TikTok. 

Um estudo conduzido pela YOUPIX em 2023 revela que o número de marcas investindo mais de 1,5 milhão de reais em marketing de influência dobrou em comparação com o ano anterior. Isso evidencia que o mercado já alcançou proporções significativas e continua a apresentar um potencial considerável para expansão.

“Eu, você, sua sobrinha de 15 anos ou sua tia de 70, não existe alguém que frequenta as redes sociais que, em 2023, ainda não esteja consumindo produtos e serviços influenciado em algum nível por um criador de conteúdo ou influencer. A influência é consequência de algo, de um lugar de autoridade, de ser referência ou inspiração para alguém. A influência pressupõe a mudança de um pensamento em uma ação, seja ela a de comprar ou de qualquer outra decisão que um ser humano possa tomar”, destaca Rafa Lotto, sócia e Head da YOUPIX no Brasil.

Para aprofundar a compreensão de como esse cenário se conecta com os consumidores, a MindMiners e a YOUPIX conduziram o estudo “Quem te Influencia?”, fornecendo dados inéditos.

Top 5 marcas mais associadas a influenciadores no Brasil

O marketing de influência é uma estratégia que aproveita a conexão emocional dos influenciadores com seu público para impulsionar marcas. Segundo o estudo, 84% dos entrevistados já viram algum influenciador fazendo publicidade ou indicando algum produto nas redes sociais e canais digitais.

As cinco marcas que as pessoas mais veem sendo mencionadas/indicadas por influenciadores são, em ordem, O Boticário, Natura, Samsung, Avon e Blaze. O top 5 conta com três marcas de cosméticos, uma de eletrônicos e uma de apostas. Ainda segundo a pesquisa, 51% dos respondentes afirmam que sempre se lembram mais dos anúncios/publicidades que têm influenciadores, e 46% dizem que se um produto/uma marca é usado por um(a) influenciador(a), sentem confiança em usar também.

“O marketing de influência traz impacto, mas há espaço para ampliá-lo. Isso depende da conexão entre marca, influenciador e seguidor. Ambos precisam compartilhar valores e interesses comuns para que as recomendações façam sentido para os consumidores. E essa conexão é construída com transparência e afinidade. As marcas estão escolhendo os representantes que têm “fit” com o segmento e que realmente gostam e usam os produtos que indicam? E quanto à comunicação? A narrativa condiz com aquele perfil? Transmite autenticidade e gera engajamento?”, ressalta Flávia Rodrigues, Especialista da MindMiners.

Força da influência: número de seguidores é secundário

Os resultados da pesquisa indicam que 6 em cada 10 seguidores já adquiriram produtos ou serviços recomendados por influenciadores, destacando a preferência por esse formato para a descoberta de novos produtos. Surpreendentemente, o número de seguidores não é o fator determinante para esses consumidores: 73% deles afirmam que um influenciador é alguém capaz de promover ideias e influenciar opiniões e comportamentos de seus seguidores, independentemente da quantidade de seguidores que possua.

Esse dado vai ao encontro de outra informação relevante para o mercado: o estudo traz poucas celebridades construídas pela “mídia tradicional”. “Apesar da nossa lista de estímulo conter celebridades com forte presença nas redes, as menções espontâneas não atribuem o papel de influencer para nenhuma grande celebridade brasileira”, destaca Flávia Rodrigues, Especialista em Insights da MindMiners.

“Essa é para nós uma característica que reforça que o conteúdo é a base da influência. São os criadores de conteúdo que estão solidificando a influência brasileira, a partir da genuína interação com suas audiências. Isso não é pouco, é o começo de uma revolução”, destaca Rafa Lotto, da YOUPIX.

Como é trilhado o caminho entre interesse e compra? 

De acordo com a pesquisa, a autenticidade é o principal impulsionador do interesse das pessoas nos criadores de conteúdo como influenciadores. Para 49% dos entrevistados, o conteúdo do dia a dia é o formato preferido, seguido por dicas (44%) e caixas de perguntas em stories (37%).

Atualmente, a audiência está distribuída entre várias plataformas, representando um desafio para os criadores. Mesmo diante dessa dispersão, o Instagram lidera as preferências da audiência para seguir influencers, conforme revelado pela pesquisa ROI e Influência conduzida pela YOUPIX em 2023. Esse dado reforça a influência significativa que a plataforma exerce sobre os criadores.

O estudo destaca que, embora o influenciador desperte interesse, a conversão, ou seja, a venda real, depende de diversos fatores. Quando ocorre, a preferência muitas vezes inclina-se para o meio digital, especialmente em canais que possibilitam a comparação de produtos e preços. 67% dos entrevistados afirmam pesquisar a fundo sobre o produto ou serviço recomendado pelo influenciador antes de efetuar a compra, enquanto apenas 16% realizam a compra instantaneamente ao visualizar o post patrocinado do influenciador.

“Vale ressaltar também que a pessoa pode ser influenciada e não comprar imediatamente. É possível que em um primeiro momento ela veja o post de indicação, e só alguns dias depois decida comprar, e não necessariamente pelo link indicado pelo influenciador. Para se ter uma ideia, o estudo detectou que somente 20% dos respondentes compram diretamente pelo link do influencer. O produto é adquirido por conta da indicação, mas majoritariamente por canais como marketplaces (49%), diretamente no site das marcas (34%) e em lojas físicas (33%)”, pontua Flávia Rodrigues, da MindMiners.

Futuro da influência: quais são os desafios?

O estudo aponta que diversas fórmulas prontas de publicidade (como a clássica combinação “um post + três stories) já não surtem tanto efeito, e que cada nicho requer abordagens específicas. “Se falamos que a conversão vem da conexão, não é razoável concluir que essa conexão se construa com uma única inserção da marca no conteúdo dos creators”, aponta a Head da YOUPIX.

Conforme indicado pela pesquisa, possuir uma ampla visibilidade e ser lembrado espontaneamente pela audiência não significa, necessariamente, ser uma autoridade em um segmento específico. “Invista primeiro em encontrar criadores para quem sua marca seja relevante, cocrie e participe de conversas com sua comunidade, conversas geram conexão, conexão converte”, explica Rafa Lotto, da YOUPIX.

Com o intuito de facilitar a seleção criteriosa de influenciadores, a MindMiners desenvolveu a metodologia “Celebrity Screener”, proporcionando uma perspectiva genuína e imparcial, com elevado grau de precisão. Essa abordagem permite uma análise minuciosa do alinhamento com a marca e uma escolha precisa da representação ideal. “É essencial garantir que uma marca associe sua imagem a um influenciador que representa verdadeiramente seus valores e que, sob a visão dos consumidores, irá trazer os resultados esperados, a fim de otimizar investimentos e direcionar esforços de forma objetiva”, conclui Flávia Rodrigues, da MindMiners.