Microsoft e LinkedIn divulgam o Índice de Tendências de Trabalho 2024 sobre o da IA no Brasil e no Mundo

Microsoft e LinkedIn divulgam o Índice de Tendências de Trabalho 2024 sobre o da IA no Brasil e no Mundo

Novos dados mostram que a maioria dos funcionários está experimentando a IA e desenvolvendo suas competências – agora, o trabalho de cada líder é canalizar esta experimentação para o impacto nos negócios

São Paulo, 8 de maio de 2024 – Nesta quarta-feira (8), a Microsoft e o LinkedIn divulgaram a edição 2024 do relatório conjunto “Índice de Tendências de Trabalho”. Com o título “A IA já chegou ao trabalho. Agora vem a parte difícil”, a pesquisa mostra como, em apenas um ano, a Inteligência Artificial está influenciando a forma como as pessoas trabalham, lideraram e contratam em todo o mundo. Junto com o estudo, a Microsoft anunciou novos recursos no Copilot para Microsoft 365, e o LinkedIn disponibilizou gratuitamente mais de 50 cursos de aprendizagem para assinantes do LinkedIn Premium, projetados para capacitar profissionais de todos os níveis para aprimorar suas aptidões em IA. 

Os dados mostram: 2024 é o ano em que o uso da IA no trabalho se torna real. Nos últimos seis meses, a adoção de IA generativa no trabalho quase dobrou. O LinkedIn está vendo um aumento significativo no número de profissionais adicionando habilidades de IA aos seus perfis e a maioria dos líderes afirma que não contrataria alguém sem habilidades de IA. No entanto, muitos líderes se preocupam que sua empresa não tenha uma visão de IA e com funcionários utilizando suas próprias ferramentas de IA no trabalho. Nesse ponto,eles se deparam com um desafio de qualquer disrupção tecnológica: passar da experimentação para o impacto tangível nos negócios. 

“A IA está democratizando a experiência em toda a força de trabalho”, disse Satya Nadella, Presidente e CEO da Microsoft. “Nossa pesquisa mais recente destaca a oportunidade para todas as organizações aplicarem essa tecnologia para impulsionar a tomada de decisão mais assertiva, colaboração e, finalmente, resultados de negócios”, finaliza. 

O Índice de Tendências de Trabalho se baseou em uma pesquisa feita com mais de 31 mil pessoas em 31 países, incluindo o Brasil; tendências trabalhistas e de contratação no LinkedIn, trilhões de sinais anônimos de produtividade do Microsoft 365 e pesquisas com clientes da Fortune 500. O relatório destaca três insights que todo líder e profissional precisa saber sobre o impacto da IA no trabalho e no mercado de empregos no próximo ano: 

As pessoas querem a IA no trabalho – e não vão esperar que as empresas se atualizem: 75% dos trabalhadores intelectuais do mundo já estão usando IA no trabalho, no Brasil essa porcentagem é de 83%. Colaboradores, muitos deles enfrentando dificuldade para acompanhar o ritmo e o volume de trabalho, dizem que a IA os ajuda a economizar tempo, estimular a criatividade e permitir que se concentrem em atividades mais relevantes. Mas, enquanto 79% dos líderes globais – e 87% dos líderes brasileiros, – concordam que a adoção de IA é crucial para permanecer competitivo, 59% preocupam-se em quantificar os ganhos de produtividade da IA e 60% dizem que suas empresas carecem de visão e plano de implementação da tecnologia. No Brasil, esta afirmação se aplica a 51%.  

A pressão por mostrar um ROI imediato está deixando os líderes reticentes, mesmo frente à inevitabilidade da IA. A consequência é que os funcionários estão tomando suas próprias iniciativas para o uso de IA. No Brasil 74% dos usuários de IA afirmam que trazem suas próprias ferramentas para o trabalho, contra 78% da média global, – Traga sua Própria IA para o Trabalho” (BYOAI, na sigla em inglês) – e está fazendo com que as empresas percam os benefícios de um uso estratégico de IA em escala  e colocando os dados das empresas em risco. A oportunidade para todos os líderes é conseguir fazer a ponte entre este momento da IA com o ROI.  

Para os funcionários, a IA expande as oportunidades de carreira: embora a relação entre o uso de IA e a redução de emprego seja um tema prioritário para muitos, os dados da pesquisa revelam novas nuances de olhares – como uma escassez de talentos oculta, funcionários buscando por mudanças de careira, e oportunidades massivas para aqueles que estão dispostos a se capacitar em IA. A maioria dos líderes do globais (55%) estão preocupados em ter talentos suficientes para ocupar posições em cibersegurança, engenharia e, principalmente, design criativo, neste ano. E os profissionais estão procurando. Cerca de 46% das pessoas no mundo estão considerando se demitir no próximo ano, o número mais alto desde a “A Grande Reorganização de 2021” (Great Reshuffle of 2021). Um estudo paralelo do LinkedIn mostra que nos EUA esse número pode ser até maior com 85% dos entrevistados desejando mudar de carreira. Enquanto dois terços dos líderes (66%) globais e 58% no Brasil, não contratariam alguém sem habilidades de IA, apenas 39% dos usuários receberam treinamento de IA de seus empregadores e apenas 25% das empresas esperam oferecer isto este ano.  

Então, os profissionais estão se aprimorando por conta própria. No final do ano passado, vimos um aumento global de 142x no número de membros do LinkedIn adicionando habilidades de IA como Copilot e ChatGPT aos seus perfis e um acréscimo de 160% no número de profissionais não técnicos que usam cursos do LinkedIn Learning para desenvolver suas aptidões em IA. Outra tendência observada é que menções à IA nas postagens de emprego do LinkedIn geram um aumento de 17% no crescimento das aplicações, atraindo mais talentos. É uma via de mão dupla: as organizações que capacitam os funcionários com ferramentas de IA e treinamento atrairão os melhores talentos, e os profissionais que se capacitarem terão vantagens em processos de contratação. 

A ascensão dos experts em IA – e o que eles revelam sobre o futuro: Quatro tipos de usuários de IA surgiram na pesquisa – desde os céticos, que raramente usam a IA, até usuários avançados (ou experts), que a utilizam extensivamente. Em comparação com os céticos, os usuários mais avançados de IA reorientam seus dias de trabalho de maneiras fundamentais, reimaginando processos de negócios e economizando mais de 30 minutos por dia. Mais de 90% dos experts em IA dizem que estão conseguindo gerenciar melhor a sua carga de trabalho, tornando seu dia a dia mais agradável, mas eles não estão fazendo isso por conta própria. Esses usuários são 61% mais propensos a ouvir de seu CEO sobre a importância de usar IA generativa no trabalho – no Brasil essa porcentagem é superior a 75% -; 53% destes usuários avançados também são mais propensos a receber incentivo da liderança para considerar como a IA pode transformar sua função e 35% mais propensos a receber treinamento de IA personalizado especificamente para o cargo que ocupa. 

“A IA está redefinindo o trabalho e está claro que precisamos de novos manuais”, disse Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn. “São os líderes que constroem para gerar agilidade em vez da estabilidade e investem na construção de competências internamente que darão às suas organizações uma vantagem competitiva e criarão equipes mais eficientes, empenhadas e equitativas.” 

Microsoft também anuncia novidades do Copilot for Microsoft 365 para ajudar as pessoas a começarem a usar IA  

  • Um novo recurso de preenchimento automático está chegando à caixa de prompt. O Copilot agora ajudará as pessoas que iniciaram um prompt, oferecendo-se para concluí-lo com um comando mais detalhado baseado no que está sendo digitado, fornecendo assim um resultado mais forte. 
  • Quando as pessoas souberem o que querem, mas não terem as palavras certas, o novo recurso de reescrita do Copilot transformará um prompt básico em um prompt rico com o clique de um botão. 
  • Já o Catch Up (Atualizar-seem tradução livre para o português) é uma nova interface de bate-papo que apresenta insights pessoais com base em atividades recentes e fornece recomendações responsivas. Por exemplo, o Copilot sinalizará uma próxima reunião e fornecerá informações relevantes para ajudar os participantes a se prepararem. 
  • E os novos recursos do Copilot Lab permitirão que as pessoas criem, publiquem e gerenciem prompts personalizados para elas e para sua equipe e função específica. 

Já o LinkedIn está fornecendo ferramentas de IA para permitir que você esteja à frente na sua carreira: 

  • Para aprimorar habilidades. O LinkedIn Learning oferece mais de 22 mil cursos, incluindo mais de 600 cursos de IA, para desenvolver aptidão em IA generativa, capacitar suas equipes para fazer investimentos empresariais impulsionados pela Gen AI ou simplesmente para manter suas habilidades em dia. Isso inclui mais de 50 novos cursos de aprendizagem de IA para capacitar profissionais em todos os níveis de habilidade. Os novos cursos estão disponíveis gratuitamente para todos até 8 de julho. Além disso, nosso novo treinamento baseado em IA no LinkedIn Learning ajuda os alunos a encontrarem o conteúdo necessário para desenvolver suas habilidades com mais rapidez, maior personalização e aprendizado conversacional guiado. 
  • Para avançar na carreira. Para assinantes do LinkedIn Premium, as conclusões personalizadas geradas por IA no feed do LinkedIn em postagens, artigos ou vídeos (do artigo ao comentário) também podem ajudá-lo diariamente em sua carreira com insights e oportunidades personalizadas e relevantes, incluindo ideias e ações que você pode realizar. 
  • Para procurar emprego. E se você deseja mudar de emprego, também tornamos mais fácil e rápido encontrar o emprego ideal. Com as novas ferramentas alimentadas por IA, agora você pode avaliar sua adequação para uma função em segundos com base em sua experiência e habilidades, obter conselhos sobre como se destacar e os assinantes também verão dicas como, por exemplo, sugestões de habilidades a serem desenvolvidas, profissionais em sua rede para entrar em contato e muito mais. Até agora, +90% dos assinantes que têm acesso às ferramentas dizem que elas têm sido úteis na procura de emprego. 

Para saber mais, visite o Blog Oficial da Microsoft, o Relatório de Índice de Tendências de Trabalho de 2024 e acesse o LinkedIn para ouvir mais (em inglês) da economista-chefe da empresa, Karin Kimbrough.