Desmistificando a robótica para PMEs (micro, pequenas e médias empresas)

Desmistificando a robótica para PMEs (micro, pequenas e médias empresas)

De acordo com um levantamento realizado pelo SENAI em 2023 no estado de São Paulo, das 57.560 empresas pesquisadas, 90% são micro, pequenas e médias empresas

Um dos principais mitos que cercam a adoção da automação por PMEs é a percepção de alto custo associado, o que frequentemente desencoraja essas empresas a buscarem soluções de automação

São Paulo, dezembro de 2023 – A KUKA, empresa líder global em fabricação de robôs industriais, está empenhada em tornar a automação robótica acessível e compreensível para as micro, pequenas e médias empresas. A iniciativa visa fornecer conhecimento e informações precisas sobre a implementação da automação robótica, permitindo que esse setor crucial da economia alcance maior produtividade, eficiência e competitividade.

O ano de 2021 testemunhou um marco histórico no campo da robótica, com um impressionante total de 517.385 novos robôs industriais instalados em fábricas em todo o mundo, de acordo com dados do relatório da World Robotics. Isso representa um notável crescimento de 31% em comparação com o ano anterior, superando o recorde pré-pandemia de 2018, que era de 22%. Atualmente, a contagem global de robôs em operação ultrapassou a marca recorde de aproximadamente 3,5 milhões de unidades.

Um dos principais obstáculos enfrentados pelas PMEs ao considerarem a automação é a percepção de altos custos, uma vez que acreditam que somente as grandes corporações possuem recursos para tais implementações, o que muitas vezes as impede de procurar soluções desse tipo. Essa interpretação das PME’s pode estar limitando o seu potencial de crescimento e expansão de suas atividades, tornando-os mais capacitados a enfrentar o que ocorre mundo afora.

Apesar da robótica já ter se consolidado em grandes corporações, as PMEs ainda têm um caminho a percorrer. Marcelo Nascimento, Gerente de Vendas da KUKA Roboter do Brasil, enfatiza que a crença de que a automação não é viável para empreendedores industriais de menor porte persiste. Ele observa que nas últimas décadas houve uma redução significativa nos custos de aquisição e implementação de robôs, tornando-os mais acessíveis às micro, pequenas e médias empresas.

Atualmente, as soluções de automação são mais acessíveis, com os investimentos iniciais frequentemente se pagando rapidamente. Além disso, os custos de manutenção preventiva para operar robôs, ao longo de vários anos são baixos, e os avanços tecnológicos resultaram, entre outros, em economia significativa no consumo de energia.

Hoje, como exemplo, para ter uma célula de solda arco, respeitando todas as normas e os níveis de segurança necessários, uma primeira implantação varia de R$ 300.000 a R$ 600.000, conforme o nível tecnológico que se pretende atingir, dependendo da sofisticação e da complexidade do processo. Para esse segmento a KUKA possui a nova série de robôs “Edition”, direcionada para soldagem a arco, que é uma opção que oferece um ótimo custo x benefício, conclui o Gerente de Vendas da KUKA no Brasil.

Os robôs industriais da KUKA são conhecidos por sua manutenção simplificada e reduzido número de componentes. O mais recente controlador da KUKA, o KR C5, foi projetado com um design mais compacto, com menos peças, o que resulta em menores custos de manutenção em comparação com seu antecessor. Além disso, a KUKA tem simplificado gradualmente seu sistema operacional, exemplificado pela linha de robôs colaborativos LBR iisy, que proporciona uma programação mais amigável, sem a necessidade de profissionais altamente treinados para a sua programação e operação básica.

De acordo com o levantamento de 2022 realizado pelo SENAI no estado de São Paulo, das 53.073 empresas pesquisadas, 92% são micro, pequenas e médias empresas. O estudo destacou que um dos principais desafios enfrentados por esse segmento está relacionado ao modelo de negócios e à falta de familiaridade com ferramentas tecnológicas e suas aplicações.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em colaboração com FIESP, CIESP, SENAI-SP e SEBRAE-SP, uniu esforços para criar o maior programa de Transformação Digital na história de São Paulo. Projetado para atender até 40 mil micros, pequenas e médias indústrias, esse programa oferece consultoria e treinamento em oito etapas, abrangendo empresas de diversos segmentos industriais e níveis de maturidade tecnológica. Até o momento, o programa já beneficiou mais de 13.000 indústrias no estado, resultando em um aumento médio de 40% na produtividade.

Arthur Vinícius Dias, Supervisor de Projetos e Tecnologia do SENAI, ressalta que a integração da automação robótica em PMEs deve ser parte integral de uma estratégia maior de transformação digital e automação industrial, visando elevar a produtividade e a competitividade no setor industrial do Brasil.

A automação, representada por robôs industriais e colaborativos (cobots), oferece um panorama positivo para as PMEs, incluindo melhorias nas condições de trabalho dos funcionários e aumento significativo na produtividade. Uma implantação bem-sucedida requer a escolha do sistema certo, que se alinhe às necessidades de produção da empresa. Percepções negativas como “custos elevados, complexidade e desafios” gradualmente dão lugar à compreensão das vantagens da automação, permitindo a sua adoção nas operações de pequenas e médias empresas.

Segundo a IFR (International Federation of Robotics), conforme indicado por dados do McKinsey Global Institute, mais de 90% dos empregos no futuro não serão totalmente automatizados. Em vez disso, a colaboração entre robôs e seres humanos será predominante. Exemplos desse fenômeno podem ser observados em nações industriais avançadas, como nos EUA, onde mais de 60.000 robôs industriais foram instalados entre 2010 e 2015 na indústria automotiva, enquanto o número de funcionários aumentou em 230.000 no mesmo período. Essas tendências também se manifestam nas economias avançadas da Europa e da Ásia. Adicionalmente, pesquisas recentes da OCDE sobre produtividade indicam que empresas que adotam eficazmente a inovação tecnológica podem ser até 10 vezes mais produtivas do que aquelas que não o fazem, resultando em vantagens competitivas.