Alerta no Brasil: mais de 38% dos internautas estão expostos a ataques de hackers por assistirem a futebol pirata


Alerta no Brasil: mais de 38% dos internautas estão expostos a ataques de hackers por assistirem a futebol pirata


Mais de 16 milhões de lares acessam sites ilegais, que promovem a transmissão gratuita de partidas

Sistemas piratas invadem celulares, tablets e computadores dos usuários e roubam seus dados bancários e de cartão de crédito

Brasília, 13 de maio de 2024. Mais de 38% dos internautas no Brasil estão expostos a múltiplos ataques de hackers quando acessam sites piratas para assistir a transmissões clandestinas de “futebol livre” ou “futebol grátis”. O dado é resultado do mais recente relatório realizado pela Aliança Contra a Pirataria Audiovisual (Alianza), uma das principais associações da América Latina de combate a esse crime, da qual SKY é membro, por meio de sua controladora, Vrio Corp., em conjunto com a consultoria especializada em análise de dados BB Mídia.

O levantamento apontou que 16.462.981 domicílios brasileiros consomem conteúdo pirata, entre os quais predominam aqueles ligados à transmissão ilegal de partidas de futebol. Isso representa 38,4% do total de domicílios com acesso à Internet banda larga.

Com esse percentual, o Brasil ocupa um lugar no preocupante pódio regional sobre os países com maior consumo de pirataria: o Equador lidera o ranking com 58%, seguido por Colômbia (49,6%), México (46%), Uruguai (45,3%), Argentina (42,6%), Chile (41,4%), Brasil (38,4%) e Peru (38,3%), entre outros.
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Roubo e fraude por trás do “futebol grátis”

Os ataques de hackers são imperceptíveis e permitem que fraudes e roubos ocorram. Como são produzidos? Quando os usuários entram em um site que promove “futebol livre” ou “futebol grátis” e devem fazer um número significativo de “cliques” para fechar pop-ups e alcançar a página desejada.

Especialistas que trabalham no combate à pirataria identificaram que, nessas páginas da Internet onde são oferecidos conteúdos supostamente gratuitos, as manobras criminosas são centralizadas: as pessoas perdem dinheiro de suas contas bancárias ou depois são surpreendidas com compras feitas com seus cartões de crédito ou débito.

O presidente da Alianza, Jorge Bacaloni, explicou o modus operandi desses grupos criminosos que, alertou, fazem parte de estruturas organizadas que atuam na América Latina com capacidade de gerar prejuízos de até 10 bilhões de dólares anuais a usuários, Estados e empresas do setor audiovisual. “O único objetivo dos piratas é gerar receita, não importa como ou através de quem. Seus serviços ilegais acabam sendo gatilhos para outros tipos de crimes ou um elo necessário para gerar capilaridade de outros crimes ligados ao rompimento de barreiras de segurança da informação”, diz Bacaloni.

“A armadilha está nos sites que promovem o acesso ao “futebol livre”, “futebol grátis” ou que oferecem a resposta para quem busca na Internet como assistir a uma partida sem pagar. Eles usam esses termos específicos para atrair o público desavisado. Estamos falando de milhões de internautas”, acrescenta Bacaloni.

A partir daí, aqueles que caíram na armadilha dos hackers são forçados a clicarem em vários botões virtuais antes de poderem jogar o que quiserem. “Em nossa experiência, a quantidade varia entre 3 e 10 vezes devido a um sistema comumente chamado de ‘clickbait’, que envolve deixar uma isca para induzir os usuários a clicar em determinados comandos. Nesses processos, os usuários geralmente ativam arquivos executáveis contendo malware e infectam seus computadores e abrem o acesso a todas as suas informações pessoais para organizações criminosas”, completa Bacaloni.

Esses vírus são invisíveis para o usuário comum, mas são extremamente arriscados: com eles, os hackers roubam dados pessoais, violam o acesso a computadores, celulares e outros dispositivos móveis e até acessam carteiras virtuais e contas bancárias.

Ataques ligados ao consumo de futebol em sites piratas constituem um alto risco porque os sistemas de segurança e justiça de diferentes países ainda não possuem as ferramentas necessárias para poderem blindar os usuários e atuarem no atendimento às vítimas.